A partir de hoje teremos a colaboração quinzenal de Aglaize Damasceno numa série de postagens sobre artistas plásticos que também fizeram/fazem jóias.
Aglaíze também está a frente do Matilha, grupo para discussão e criação de arte-joalheria lá no Rio.
Futuramente publicaremos mais detalhes.
NOVAJOIA started in 2006, coordinated by Mirla Fernandes, it aimed to inform the general audience about Art Jewellery in Brazil and abroad, promoting interchanges through exhibitions, workshops and lectures.
O projeto NOVAJOIA criado em 2006, e coordenado por Mirla Fernandes , visava informar e divulgar a Arte Joalheria no Brasil e fora, além de promover o intercâmbio de ideias através de exposições, cursos e palestras.
2.9.10
A joalheria como poética (1)
Faremos aqui uma breve abordagem sobre a joalheria enquanto poética nas artes visuais, artistas que desenvolveram e/ou desenvolvem tanto adorno quanto o uso de materiais referentes ao universo joalheiro.
Não é de hoje que artistas das Belas Artes utilizam a joalheria como suporte, vamos citar como um primeiro exemplo o francês René Lalique (1860-1945) que em 1900 já afrontava as regras da concepção formal da joia. Em uma época em que a joalheria era considerada uma arte menor, cujas tradições estilísticas da época ditavam a criação joalheira, Lalique passou a utilizar materiais inovadores na concepção de suas peças. Usou o esmalte e a madrepérola como possibilidades na paleta cromática de suas peças e buscou temas insólitos, como gafanhotos e serpentes em suas peças.
O adorno Serpentes(1898-1899), é considerado uma das peças mais incríveis da produção joalheira de René Lalique, tanto pela qualidade excepcional na realização desta peça, quanto pela temática escolhida.
As nove serpentes estão em posição de ataque, entrelaçadas elas formam um nó, entre os corpos de oito delas, ao centro, ergue-se a nona serpente. Esta é, provavelmente, a única réplica existente, que encontra-se no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal.
Lalique também teve um olhar atento a nudez ao expressá-la em seus trabalhos, tal gesto trouxe para a joalheria o elemento escultórico; esses elementos combinados deram uma visão peculiar e minuciosa do mundo natural, visá esta, influenciada pela literatura simbolista, a arte japonesa e ainda os movimentos artísticos de vanguarda que deram origem à Art Nouveau. Vale observar que além de ter realizado a ourivesaria e a joalheria, Lalique agiu criativamente em outras áreas, desenvolveu atividades usando o vidro e o desenho em diferentes campos das artes.
Entre os artistas internacionais conhecidos do grande público que também se expressaram pela jóia temos: Pablo Picasso, Tanguy, Man Ray, Georges Braque, Lucio Fontana, Salvador Dali, Max Ernst, Jean Arp, Alexander Calder, Robert Indiana dentre outros. No Brasil podemos citar alguns nomes como Amélia Toledo, Tunga, Rubens Gerchman, Cildo Meireles, Arthur Luiz Piza, Anna Bella Geiger, Amílcar de Castro, Tomie Ohtake, Antonio Dias, Lygia Pape, Nelson Leirner, Adriano de Aquino, Beatriz Milhazes, dentre outros.
postado por Aglaíze Damasceno
Não é de hoje que artistas das Belas Artes utilizam a joalheria como suporte, vamos citar como um primeiro exemplo o francês René Lalique (1860-1945) que em 1900 já afrontava as regras da concepção formal da joia. Em uma época em que a joalheria era considerada uma arte menor, cujas tradições estilísticas da época ditavam a criação joalheira, Lalique passou a utilizar materiais inovadores na concepção de suas peças. Usou o esmalte e a madrepérola como possibilidades na paleta cromática de suas peças e buscou temas insólitos, como gafanhotos e serpentes em suas peças.
René LaliqueSerpentes, 1898-1899. Peitoral em ouro e esmalte, 21 x 14,3 cm
O adorno Serpentes(1898-1899), é considerado uma das peças mais incríveis da produção joalheira de René Lalique, tanto pela qualidade excepcional na realização desta peça, quanto pela temática escolhida.
As nove serpentes estão em posição de ataque, entrelaçadas elas formam um nó, entre os corpos de oito delas, ao centro, ergue-se a nona serpente. Esta é, provavelmente, a única réplica existente, que encontra-se no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal.
Lalique também teve um olhar atento a nudez ao expressá-la em seus trabalhos, tal gesto trouxe para a joalheria o elemento escultórico; esses elementos combinados deram uma visão peculiar e minuciosa do mundo natural, visá esta, influenciada pela literatura simbolista, a arte japonesa e ainda os movimentos artísticos de vanguarda que deram origem à Art Nouveau. Vale observar que além de ter realizado a ourivesaria e a joalheria, Lalique agiu criativamente em outras áreas, desenvolveu atividades usando o vidro e o desenho em diferentes campos das artes.
Entre os artistas internacionais conhecidos do grande público que também se expressaram pela jóia temos: Pablo Picasso, Tanguy, Man Ray, Georges Braque, Lucio Fontana, Salvador Dali, Max Ernst, Jean Arp, Alexander Calder, Robert Indiana dentre outros. No Brasil podemos citar alguns nomes como Amélia Toledo, Tunga, Rubens Gerchman, Cildo Meireles, Arthur Luiz Piza, Anna Bella Geiger, Amílcar de Castro, Tomie Ohtake, Antonio Dias, Lygia Pape, Nelson Leirner, Adriano de Aquino, Beatriz Milhazes, dentre outros.
postado por Aglaíze Damasceno
Dialogos: Cristina Filipe
Cristina Filipe, esta vindo ao Brasil. NOVAJOIA esta promovendo Diálogos com Cristina Filipe no dia 13 de Setembro. Ainda há vagas. Inscreva-se, traga seu portfolio e tenha uma conversa particular com ela sobre seu próprio trabalho.
Abaixo algumas frases da artista joalheira e professora da Ar.Co numa entrevista a Miguel Matos. Leia a entrevista completa no site UMBIGO
«Sempre vivi muito a joalharia, no sentido verdadeiro não só de fazer, mas também de estar com e ir à procura de. As viagens que fiz foram sempre derivadas dessa procura. Sempre humanizei muito a jóia»
«A jóia é uma peça que tem uma interacção muito grande com o corpo. Não é um trabalho estático»
(em relação aos conceitos de joalharia e ourivesaria)«Já ultrapassei essa questão. Trata-se apenas de vocabulário e do significado das palavras que cada pessoa interpreta da sua forma. O termo geral adoptado internacionalmente foi joalharia, por ser mais abrangente. Joalharia era a jóia que, para além dos metais, possuía pedras. Por exemplo, na área da escultura, esta também pode ser em pedra, bronze, etc. por isso a distinção entre ourivesaria, joalharia e prataria já não faz sentido. Também se pode dizer joalharia contemporânea ou de autor mas não vejo essa necessidade. Simplesmente há uma falta de informação que obriga a clarificar as coisas: Não sei se joalharia é a palavra certa para todas estas áreas, mas foi o termo que se adoptou porque implica um menor comprometimento com os materiais utilizados. Na verdade, uma peça contemporânea totalmente feita em ouro pode perfeitamente chamar-se de ourivesaria. Por isso, o termo mais convergente é joalharia e depois podemos dizer que é contemporânea ou de autor para ajudar a entender melhor de que tipo de trabalho se fala. Para além disso qualquer outra distinção não faz sentido e quem faz joalharia deve esquecer essas questões de preconceito».
(sobre joalheria e moda) «Nas escolas onde se ensina joalharia não se trabalha com a planificação da moda por estações. A moda é umtrabalho mais de consumo, muito mais efémero. Não se adoptou essa estrutura ao nível do ensino da joalharia. Adoptou-se o método das artes plásticas, com todo um conceito, uma reflexão. Para além disso, muitos trabalhos de joalharia, pelo custo e tempo aplicado na sua execução, estão impedidos de serem avaliados dessa forma».
Abaixo algumas frases da artista joalheira e professora da Ar.Co numa entrevista a Miguel Matos. Leia a entrevista completa no site UMBIGO
«Sempre vivi muito a joalharia, no sentido verdadeiro não só de fazer, mas também de estar com e ir à procura de. As viagens que fiz foram sempre derivadas dessa procura. Sempre humanizei muito a jóia»
«A jóia é uma peça que tem uma interacção muito grande com o corpo. Não é um trabalho estático»
(em relação aos conceitos de joalharia e ourivesaria)«Já ultrapassei essa questão. Trata-se apenas de vocabulário e do significado das palavras que cada pessoa interpreta da sua forma. O termo geral adoptado internacionalmente foi joalharia, por ser mais abrangente. Joalharia era a jóia que, para além dos metais, possuía pedras. Por exemplo, na área da escultura, esta também pode ser em pedra, bronze, etc. por isso a distinção entre ourivesaria, joalharia e prataria já não faz sentido. Também se pode dizer joalharia contemporânea ou de autor mas não vejo essa necessidade. Simplesmente há uma falta de informação que obriga a clarificar as coisas: Não sei se joalharia é a palavra certa para todas estas áreas, mas foi o termo que se adoptou porque implica um menor comprometimento com os materiais utilizados. Na verdade, uma peça contemporânea totalmente feita em ouro pode perfeitamente chamar-se de ourivesaria. Por isso, o termo mais convergente é joalharia e depois podemos dizer que é contemporânea ou de autor para ajudar a entender melhor de que tipo de trabalho se fala. Para além disso qualquer outra distinção não faz sentido e quem faz joalharia deve esquecer essas questões de preconceito».
(sobre joalheria e moda) «Nas escolas onde se ensina joalharia não se trabalha com a planificação da moda por estações. A moda é umtrabalho mais de consumo, muito mais efémero. Não se adoptou essa estrutura ao nível do ensino da joalharia. Adoptou-se o método das artes plásticas, com todo um conceito, uma reflexão. Para além disso, muitos trabalhos de joalharia, pelo custo e tempo aplicado na sua execução, estão impedidos de serem avaliados dessa forma».
31.8.10
Origamu: "Change the world with your own hands"
Todos os anos, milhares de anéis de plástico ameaçam a vida de pássaros costeiros e animais marinhos, danificando o meio ambiente.
Junte-se ao movimento e aprenda a transformar lixo em artefatos
ecológicos usáveis.
Origomu, é um movimento que tem por finalidade motivar e ensinar as
pessoas a criar jóias com materiais reciclados.
Greencard Creative desenvolveu um concurso para seleccionar as três
melhores peças:
1º Prémio 5000 euros
2º Prémio 2.000 euros
3º Prémio 1.000 euros
Os 500 melhores colares farão parte do livro de coleção Origomu publicado
pela Taschen.
O concurso está aberto a artistas, designers e joalheiros assim como ao
público em geral e de todas as nacionalidades. Qualquer tipo de material
pode ser utilizado com os anéis de plástico.
O formulário do concurso assim como as fotografias das peças finais devem
ser enviadas até ao dia 30 de Novembro, antes das 11:59PM US East Time.
Para saber mais do projeto consulte:
http://www.origomu.com/participate.php
Junte-se ao movimento e aprenda a transformar lixo em artefatos
ecológicos usáveis.
Origomu, é um movimento que tem por finalidade motivar e ensinar as
pessoas a criar jóias com materiais reciclados.
Greencard Creative desenvolveu um concurso para seleccionar as três
melhores peças:
1º Prémio 5000 euros
2º Prémio 2.000 euros
3º Prémio 1.000 euros
Os 500 melhores colares farão parte do livro de coleção Origomu publicado
pela Taschen.
O concurso está aberto a artistas, designers e joalheiros assim como ao
público em geral e de todas as nacionalidades. Qualquer tipo de material
pode ser utilizado com os anéis de plástico.
O formulário do concurso assim como as fotografias das peças finais devem
ser enviadas até ao dia 30 de Novembro, antes das 11:59PM US East Time.
Para saber mais do projeto consulte:
http://www.origomu.com/participate.php
Detalhes da Palestra e Worskhop na UNICAMP
A seleção de inscritos para o workshop já foi passada por email, mas quem quiser ouvir a palestra é só aparecer:
DATA : 09/09/2010
HORÁRIO: 9h00 às 13h00
PARTICIPANTES: Cristina Filipe / Ar.co: Centro de Arte & Comunicação Visual de Portugal / Renata Porto / Mirla Fernandes / Ana Paula de Campos
Profa. Dra. Anna Paula Silva Gouveia / Prof. Dr. Edson Pfutzenreuter / Prof. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto
WORKSHOP:
LOCAL : Oficina Maquetaria - Instituto de Artes/UNICAMP
DATA : 09/09/2010 - 14h00/18h00
10/09/2010 - 09h00/18h00
11/09/2010 - 09h00/13h00
DATA : 09/09/2010
HORÁRIO: 9h00 às 13h00
PARTICIPANTES: Cristina Filipe / Ar.co: Centro de Arte & Comunicação Visual de Portugal / Renata Porto / Mirla Fernandes / Ana Paula de Campos
Profa. Dra. Anna Paula Silva Gouveia / Prof. Dr. Edson Pfutzenreuter / Prof. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto
WORKSHOP:
LOCAL : Oficina Maquetaria - Instituto de Artes/UNICAMP
DATA : 09/09/2010 - 14h00/18h00
10/09/2010 - 09h00/18h00
11/09/2010 - 09h00/13h00
28.8.10
DESIGN E HERANÇA ARTESANAL NO BRASIL
This text was originally posted in english at crafthaus. Click to follow the discussion there.
Gostaria de comentar aqui a relação que vemos no Brasil entre a herança artesanal e o design. Podemos dizer que muitas das nossas técnicas de artesanato são heranças da tradição indígena e portuguesa estão muito associadas ainda hoje a uma produção de subsistência e a produtos para turistas. Essas peças, por manterem suas características formais presas à tradição, muitas vezes parecem desatualizadas, “coisa da vovó”.
Nesse campo algumas ações governamentais foram realizadas no sentido de implementar novos valores a essa produção, tais como o desenvolvimento de projetos de tecnologia vernacular , a exemplo do trabalho de Gui Bonsiepe nos anos 80. Desde os anos 90 até hoje o SEBRAE realiza ações com a intenção de tornar mais competitivos os produtos de origem artesanal, gerando mais renda para as comunidades. Essa ação tem como base a participação de designers nas comunidades, conhecendo os artesãos e as técnicas e promovendo o desenvolvimento de “novos produtos”, mais atraentes para um mercado cosmopolita interessado em produtos étnicos. Atua também na formação de cooperativas e incentivo ao empreendedorismo.
O resultado desse trabalho pode ser visto em várias lojas das principais cidades do país. Estas lojas oferecem produtos para os clientes interessados em um "consumo sustentável", cujo desdobramento social se torna um grande diferencial. Há também os clientes que valorizam produtos de artesanato por sua importância e riqueza cultural e até mesmo para aqueles que procuram coisas “descoladas”, objetos distintos da produção em massa.
Meu interesse aqui não é levantar bandeiras a favor ou contra qualquer uma dessas ações. Para isso já existem aqueles orientados por uma diretriz mais purista, que condenam a perda das raízes que essa modernização pode trazer ao legado histórico dessas práticas. Ou ainda aos que vêem numa intervenção de design a possibilidade de inovação e preservação de técnicas e profissionais que, por não serem valorizados em si, podem desaparecer extinguindo assim esse legado da tradição artesã.
De fato argumentos não faltam, mas o ponto que quero abordar aqui é o caminho inverso. Não se trata do pensamento projetual (design) orientar e transformar o artesanato, mas sim da influencia que o este vem sendo para a produção industrial. No mundo todo é possível ver isso acontecendo, numa espécie de revival dos valores humanos que o produto artesanal pode trazer para o terreno industrial. No design de mobiliário, por exemplo, poderíamos pensar Patricia Urquiola e Marcel Wanders
O resultado desse trabalho pode ser visto em várias lojas das principais cidades do país. Estas lojas oferecem produtos para os clientes interessados em um "consumo sustentável", cujo desdobramento social se torna um grande diferencial. Há também os clientes que valorizam produtos de artesanato por sua importância e riqueza cultural e até mesmo para aqueles que procuram coisas “descoladas”, objetos distintos da produção em massa.
Meu interesse aqui não é levantar bandeiras a favor ou contra qualquer uma dessas ações. Para isso já existem aqueles orientados por uma diretriz mais purista, que condenam a perda das raízes que essa modernização pode trazer ao legado histórico dessas práticas. Ou ainda aos que vêem numa intervenção de design a possibilidade de inovação e preservação de técnicas e profissionais que, por não serem valorizados em si, podem desaparecer extinguindo assim esse legado da tradição artesã.
De fato argumentos não faltam, mas o ponto que quero abordar aqui é o caminho inverso. Não se trata do pensamento projetual (design) orientar e transformar o artesanato, mas sim da influencia que o este vem sendo para a produção industrial. No mundo todo é possível ver isso acontecendo, numa espécie de revival dos valores humanos que o produto artesanal pode trazer para o terreno industrial. No design de mobiliário, por exemplo, poderíamos pensar Patricia Urquiola e Marcel Wanders

Também pude constatar essa aproximação por aqui na visita à exposição Design Brasil – 101 anos de história, no Museu da Casa Brasileira. Seu objetivo era trazer um panorama da produção do design brasileiro no sec. XX, com grande ênfase em mobiliário e objetos para o lar. Dentre as peças estavam produtos desenvolvidos por comunidades de artesãos em parceria com designers - Renato Imbroisi, Paula Dib, Heloisa Crocco e Lars Diederichsen - exemplos de ação do SEBRAE.
Já no cenário da joalheria brasileira me parece que isso acontece de forma menos efetiva. Tenho visto o grande destaque dado ao uso de sementes e madeira na confecção de ornamentos sob a nomenclatura Biojóia, evocando um" apelo verde " para o campo. Os resultados parecem-me muito mais apoiados na beleza dos materiais que nas inovações em seus arranjos. Os produtos não são frutos de uma tradição artesanal, apenas utilizam recursos naturais exóticos que são de grande apelo comercial. Podemos continuar o raciocínio falando do uso do belíssimo capim-dourado, original da região do Jalapão (TO). Sua principal característica é a cor que lembra o ouro e as sua palha é utilizada para fazer artesanato. Simplesmente adicionando-se pinos, fechos e argolas, essas peças transformam-se em ornamentos que diferem de bolsas, cestos e sousplats apenas pela questão da escala.
Outro modo bastante comum é uso do artesanato como fonte de inspiração para coleções de jóias. . Exemplos disso podem ser conferidos em peças premiadas nos concursos de joalheria no Brasil. De fato, a riqueza de nosso repertorio cultural e tradição artesanal tem gerado belos produtos no campo da joalheria, mas que não ultrapassam a linha da aplicação e da reprodução.
Eu acredito que os investimentos seriam interessantes também para promover o desenvolvimento de uma categoria que o próprio SEBRAE chama de artesanato conceitual, que está muito vinculado ao campo da arte e cujo principal elemento é a inovação produzida por artistas cujo trabalho tem uma coerência temática e filosófica com sua própria visão de mundo.
posted by Ana Paula de Campos
26.8.10
Primeira aula : NOVA JOALHERIA NA FAAP
Yesterday started the NOVA JOALHERIA course at FAAP, the same Art School I have studied.
Here are some photos of our first class and the results of a 30 minutes exercise when students had to do a very quick pin/bottom from their selection of materials among the ones I brought. Very creative people are enroled. I am very happy.
I will be posting other images as the course goes on.
Começou ontem o curso de Art Jewellery na FAAP. O curso de extensão tem a duração de um semestre e aindae é possivel se inscrever, para quem se animar!
Veja algumas fotos de um exercicio que propus: fazer em apenas 30 minutos um broche a partir dos materiais que eu trouxe. Os alunos se mostraram extremamente criativos. Estou muito animada!
Vou postando ao longo do curso outras imagens.
posted by Mirla Fernandes
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